Pare! Você precisa validar suas ideias

Semana passada mostramos aqui no blog algumas referências para auxiliar você, empreendedor, a ter ideias inovadoras.

Afinal, sem ter uma inspiração que seja, fica difícil desenvolver suas ideias, não é mesmo?

E, assim que ela surgir o processo começa. Há diversas etapas no projeto, que passam pela pesquisa de mercado, validação do problema, prototipação, validação da solução, lançamento do produto entre outras etapas.

Pare! Você precisa validar suas ideias

Como a validação é uma fase determinante, nos tópicos do post de hoje trazemos mais detalhes sobre validar ideias!

Pra quê validar ideias?

Simples: diminuir riscos. Na intenção de aprimorar o produto ou de analisar se vale ou não a pena lançá-lo.

A validação responde a pergunta: o cliente quer/deseja/necessita o produto? A solução entrega valor? Alguém vai pagar por ele?

É a famosa hora da verdade. E há inúmeros benefícios de dar a cara a tapa e, todos eles, extremamente relevantes.

Exemplo: além da diminuição de riscos e aprimoramento, a otimização de recursos, com destaque para tempo, dinheiro e equipe.

Também preserva a credibilidade da marca, uma vez que antecipa e corrige situações que desgastariam a relação com os usuários.

Por isso, listamos algumas maneiras de como colocar o seu produto de frente para o consumidor-alvo e validá-lo.

Não inicie com um MVP

O Mínimo Produto Viável (MVP) é a versão mais básica possível que consiga cumprir o objetivo principal, sendo lançada no mercado.

Contudo, nem sempre se tem dinheiro, além de ser primordial comprovar alguns requisitos antes investir.

Pois, gerar toda uma cadeia sem ter espaço de mercado, pode ser um risco alto demais.

Principalmente quando se precisa de investidores para prototipar, demandando argumentos que embasem a teoria do produto ser desejado pelo mercado.

A Dropbox, por exemplo, fez um vídeo para conseguir fazer os potenciais-usuários e os investidores entenderem a entrega e o valor da proposta, uma vez que o produto não existia antes.

O vídeo também usou comunicação personalizada, decisão que fez a lista de espera atingir 75 mil inscritos, crescimento de 1500%. Como?

Durante a demonstração do Dropbox, os nomes dos arquivos faziam piadas a partir de referências relevantes para o público.

Portanto, antes de sair por aí criando plataformas, mesmo que simples, tenha provas da real intenção de compra do cliente.

Entenda a necessidade

Ir a campo e fazer entrevistas no habitat do cliente é importante, pois, proporciona contato e empatia junto ao público-alvo.

O objetivo do questionário precisa estar claro, assim como garantir a qualidade da amostragem a partir da assertividade do perfil consultado.

Esse público, por vezes, pode não ser o consumidor final. Inúmeras startups (Gympass e iFood), por exemplo, dependem de parceiros.

Outro cuidado é formular questões abertas, pois, o maior benefício é realmente escutar o usuário tem a dizer.

Pode ser tentador desenvolver questões tendenciosas. Cuidado, pois, mascaram a realidade, não cumprem o propósito e só agradam o ego.

Guie-se pela hipótese e esteja preparado para a possibilidade de ela estar errada. Esteja aberto para, realmente, ouvir e aprender.

Obviamente que a forma de aplicação também interfere na qualidade. Deixar o pesquisado confortável e consultá-lo com tempo são premissas.

A fim de otimizar o tempo, se o caráter do produto justificar, pode-se lançar formulários como Google Forms, TypeForm e WuFoo.

A versão online é produtiva, até mesmo, para ampliar a amostragem e chegar com exatidão ao perfil adequado.

No entanto, jamais descarte o potencial de contatos reais, fale com o seu cliente diretamente e, o mais importante, escute-o.

Monte o mapa de empatia

No post passado falamos do Canvas, mas a contribuição dos autores não parou nele, pois, criaram mais uma versão.

O Canvas da Proposta de Valor se aprofunda em dois dos nove campos da ferramenta, sendo Segmento de Clientes e Proposta de Valor.

A ideia é fazer uma análise 360º da percepção do cliente, a fim de entregar um produto realmente encantador.

Contudo, como nem mesmo os próprios clientes têm a resposta sobre o que querem, é preciso investigar.

Assim, a ferramenta se concentra em dois mapas distintos. Um focado no entendimento da necessidade do cliente e o outro na criação do mapa de valor.

Canvas para Proposta de Valor

O preenchimento auxilia a perceber se há coerência entre expectativa e proposta, apontando possíveis desajustes e melhorias.

Teste e avalie a interação

Ainda que seja ótimo buscar informações e analisá-las, é importante ver e entender o impacto do uso no cliente.

Porém, iniciamos o post dizendo para você não começar com o MVP, o que torna impossível esse tópico, correto? Errado.

Existem ferramentas, gratuitas até, que prototipam a prototipação, se é que dá para entender.

É a simulação do produto digital com níveis variados de fidelidade. Uma série de imagens que seguem alguns gatilhos de demonstração.

O resultado é a sensação de navegação, o que torna possível um teste prático para a validar ideias.

Curioso? Pesquise por ferramentas como a Marvel App, Just In Mind, InVision, Adobe XD, Axure RP e Origami Studio.

Não se esqueça

Agora que já sabe como validar ideias, não esqueça que cada etapa tem um objetivo específico.

Ao chegar ao ponto esperado, siga com o projeto. Marque os novos insights e os utilize no momento, realmente, oportuno.

Isso é relevante para que você saiba o momento de parar e partir para o mundo real: as vendas. Extrapolar a própria expectativa é procrastinar o avanço do projeto.

Aprimoramentos sempre existirão e é bom que existam, pois, produtos digitais precisam manter seus usuários interessados.

Mas, saiba separar o que é essencial do que é supérfluo e o momento de realizar cada um deles.

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