Conheça os tipos de prototipagem para produtos digitais

O estilo de vida da sociedade contemporânea se tornou acelerado com o surgimento e facilidades da internet.

Com isso – a ansiedade sendo parte do cotidiano – o usuário quer ter suas necessidades e desejos solucionados imediatamente.

Por isso, as empresas desenvolvem cada vez mais ideias de negócios que possam acompanhar essa velocidade para atender os seus clientes. 

E, com isso, surgem cada vez mais ferramentas, aplicativos, sites e produtos digitais para atender essa demanda de forma mais eficiente.

Dessa forma, é de se esperar os aplicativos ou sites sejam rápidos e usuais, para não frustrar e perder o seu público.

E, justamente, para evitar esses cenários indesejáveis, os protótipos de produtos digitais aparecem e tornam o horizonte mais promissor.

Isso porque eles são um esboço que comprovam a eficiência da aplicação e ajudam a criar melhorias no produto.

Além de serem uma forma de demonstrar o produto e ideia a possíveis parceiros, clientes e investidores.

Neste post trazemos todas as informações que você deve saber para tirar o melhor proveito e resultado desse recurso.

Protótipo para produtos digitais

É um método desenvolvido e usado para testar e validar se o produto ou funcionalidade está de acordo com as necessidades dos usuários de uma forma simples para ser utilizada.

Com ele é possível observar e analisar os erros e melhorias antes da finalização e inserção da ideia no mercado. 

Para tanto, há diversas maneiras para se construir um protótipo, basta lembrar que ela deve ser usável e testável.

Assim, a prototipagem pode ser realizada com qualquer produto, desde sites até a aplicativos e jogos. 

Motivos para desenvolver um protótipo

São inúmeras as vantagens em se prototipar. Abaixo listamos algumas para você entender a importância desse processo:

  • Testar com um grupo pequeno dos seus clientes funcionalidades novas antes de serem implementadas no seu produto. Dessa forma é possível antecipar erros antes do lançamento;
  • Estabelece uma apresentação da ideia, possibilitando uma melhor explicação do produto digital aos interessados;
  • Simplifica a comunicação entre os desenvolvedores, pois, ao visualizarem a ideia em ação facilita na concordância de design e desenvolvimento;
  • Propicia a visualização e correção de erros, trabalhando de forma pró-ativa, minimizando riscos e resoluções de alta complexidade no futuro;
  • Permitem a realização de testes com usuários, pois há a captação de feedbacks assertivos em tempo real;
  • Garante que o produto atende a demanda do cliente ou do mercado.

Como elaborar um protótipo digital?

O procedimento de criação passa por várias rodadas de brainstorm para estabelecer os objetivos e diretrizes.

Assim que estejam definidos todos os parâmetros iniciais, o processo precisa possuir algumas características para ser validado em testes. Conheça-as:

  1. Conteúdo e layout: não é aconselhável o uso de lorem ipsum em um protótipo. É fundamental que o layout e textos definidos estejam presentes.
  2. Fidelidade: é preciso garantir fidelidade com a ideia do produto final, a fim de assegurar melhores análises de usabilidade;
  3. Codificação: o uso de códigos nem sempre é necessário. Dependerá do nível de complexidade do projeto;

Níveis de fidelidade da prototipagem

Conforme as respostas das características abordadas acima, é possível escolher entre uma dos três níveis de fidelidade existentes.

Eles são progressivos, fazendo com que um mesmo projeto possa fazer uso de todos.

Abaixo listamos as características de cada um dos tipos. Confira os detalhes.

Protótipos de baixa fidelidade

Esse modo de prototipagem é, geralmente, feito em papel.

Com isso ganha-se tempo, ao mesmo tempo que se consegue ter algo alusivo da materialização do produto.

Para tanto, é necessário ter atenção nos detalhes, como: layout geral da aplicação, formato das telas e interação entre eles.

Afinal, eles serão desenhados um a um, como uma história em quadrinhos, passo a passo do que a ação resultaria ao usuário.

Dessa forma, é possível renovar ideias e criar novos modelos de produtos digitais de forma rápida e sem grandes custos. 

E o processo pode (e deve!) se repetir até que o modelo básico satisfaça o cliente. 

Ou seja, protótipos de baixa fidelidade são feitos para serem descartados, até que se consiga atingir o ponto de equidade entre os envolvidos.

Além do papel também pode-se utilizar aplicativos voltados para esse tipo de ferramenta, onde se pode realizar links de telas, comentários e outras funções. 

Protótipos de média fidelidade

Após o consenso da ideia inicial, nem sempre só com o protótipo de baixa fidelidade é possível visualizar e entender como o produto irá funcionar.

Com isso, ao invés de realizar um protótipo de alta fidelidade, que demandará muito recurso técnico, se parte para um protótipo de média fidelidade. 

Isso porque, com ele, é possível refinar a sua diagramação através dos grids, a estrutura dos conteúdos, definir os textos e a usabilidade do produto digital.

O que é praticável porque costumam ser desenvolvidos em aplicativos específicos de prototipagem que trabalham com ação simulada.

Esta é uma prática altamente indicada por levar, o usuário, a uma aproximação real em relação às interações que terão com  o produto e como ele vai se comportar durante a sua navegação. 

Com eles se identifica e, também, visualiza o que, onde e como, as ideias estão sendo aplicadas recebendo feedbacks em tempo real dos usuários.

Protótipos de alta fidelidade

Esse é o modelo mais próximo do produto final e, portanto, também mais detalhado.

Por conta dessas demandas, são utilizados softwares avançados na realização dessa prototipagem.

Isso porque é nesta etapa do projeto que se realizam os testes específicos de usabilidade.

Assim, protótipos de alta fidelidade são comumente utilizados para apresentação do produto final, já em fase de aprovação. 

Muitos empreendedores utilizam esse tipo do protótipo para mostrar a investidores com objetivo de ilustrar que a sua ideia foi validada e precisa de recursos para ser colocada em prática.

Mas, você deve estar se perguntando, por qual deles escolher? O fato é que não existe uma resposta certa.

A decisão depende do que o cliente deseja, da fase do projeto e da disponibilidade de recursos e profissionais no desenvolvimento dos produtos digitais. Por isso, fique por dentro das principais ferramentas utilizadas na criação de um protótipo.

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