Como utilizar o design a favor do meu negócio?

Permeando cada elemento que vemos e tocamos, o design passou a ter, também, espaço no ambiente corporativo e ter significado desmaterializado.

Isso porque, nos negócios, o design vem como processo, como modelo mental. Afinal, no fundo, o que todo designer quer é desenvolver uma experiência completa.

Como utilizar o design a favor do meu negócio?

Ou seja, algo que além de bonito, seja prático e útil. Um conceito tão simples de explicar e que, na prática, dá trabalho.

E não é à toa. O sucesso está nos detalhes e na simplicidade. Assim, é normal que seja trabalhoso, uma vez que traz tal benefício.

Para entender melhor como essa área do conhecimento se aplica ao mundo do empreendedorismo, continue a leitura do post de hoje!

O que é design?

O design é um conhecimento aplicado durante os mais diferentes momentos da criação de produtos e soluções. 

Ele está no planejamento, na criação e no desenvolvimento. Ao incorporar as premissas dessa área, as entregas são, positivamente, impactadas.

Isso porque o trabalho passa a ser focado inteiramente na experiência do usuário.

Assim, é necessário conhecimento aprofundado sobre o perfil do cliente, além dos contextos de uso (ambiente, situação, possíveis interferências e gatilhos).

Ao investigar tais dados, se direciona esforços para a criação de produtos e serviços que, realmente, atendam as necessidades dos clientes.

Mas, assim como todas as pessoas e áreas, o design não é o dono da verdade. Ainda que mais propenso ao acerto, não é infalível.

E, dentro da realidade de mercado, que requer agilidade nas tomadas de decisão e na entrega de valor, é necessário testar a hipótese antes de apostar todos os recursos da empresa no lançamento. 

Após feita a validação, é recomendado utilizar os feedbacks colhidos para, mais uma vez, otimizar a entrega de valor.

Ponto importante, também, é a expertise. É fundamental ter profissionais qualificados e que consigam entender e integrar o seu conhecimento ao know-how sobre o negócio que o empreendedor possui. 

E, justamente por se unir a um profissional, é esperado que os resultados do trabalho sejam monitorados e compartilhados.

Isso é possível por meio de indicadores que traduzam o reflexo das ações na empresa.

Assim, é possível identificar o que tem dado mais certo e ajustar as iniciativas conforme o que realmente importa: o comportamento dos usuários.

E, como cada projeto é diferente, os indicadores também podem variar. O que deve estar claro é que os índices definidos estejam claros (em relevância e interpretação) para ambos os envolvidos e não somente o profissional de design.

Onde o design se aplica?

Em tudo. Em todos. Parece sacanagem dizer desta forma, mas é verdade. Para ser um pouco mais direto, este conhecimento pode favorecer:

  • Comunicação e relacionamento com cliente;
  • Modelos de negócio;
  • Desenvolvimento de produtos e serviços.

Comunicação

A identidade visual de uma empresa resume em segundos o que textos levariam milhares de palavras para conseguir expressar adequadamente.

Tal tarefa vai além do logotipo, uma vez que abrange toda identificação, o que inclui elementos diversos.

Em ambiente físico, os pontos de venda (sejam quiosques, ilhas, carrinhos ou lojas propriamente ditas) têm uma infinidade de itens (displays, gôndolas, etiquetas, sacolas, placas, móveis) que devem ser utilizados para fortalecer a marca na memória.

Já no ambiente digital, a mesma lógica é aplicada aos botões, páginas e conteúdos que são veiculados.

Modelos de negócio

O atual mercado não dá espaço para entregas que não satisfazem o usuário. Portanto, é crítico que as empresas adotem o design no modelo de negócio.

A Apple, mundialmente reconhecida pelo foco no design e muito bem-sucedida por conta disso, sofreu um golpe duro, ao desvalorizar US$ 9 bi após a demissão do chefe da área que, há 27 anos, ocupava o cargo. 

Um dos maiores impactos já sofridos pela empresa, tanto em comparação com perdas como com ganhos.

Assim, é possível perceber que empresas direcionadas pelo design são completamente focadas no cliente.  Com isso, o impacto vai muito além do produto.

É refletido na venda, no atendimento a problemas, na forma de se comunicar, no acompanhamento que a companhia faz ao cliente.

Nessas empresas, todas as iniciativas são, extremamente, ajustadas ao usuário.

Desenvolvimento de soluções

Assim, desde a investigação de como inovar, na construção do como, na realização de testes até, finalmente, o lançamento, o foco no usuário não pode ser perdido.

Para tanto, como já mencionado, metodologias ágeis, como Sprint e Design Thinking, transformam o mindset instalado.

Isso porque não basta só um membro querer. É preciso conquistar os colaboradores e lideranças para que, juntos e a partir de competências múltiplas somadas, consigam colocar as diretrizes de tais metodologias em prática.

Sem dúvida, esta é, também, uma modificação na cultura da empresa. A companhia precisa desburocratizar procedimentos, valorizar o erro e corrigir rapidamente.

E mais, diminuir a percepção hierárquica (são necessárias lideranças, mas todos devem se sentir importantes e com liberdade para contribuir).

Os processos-padrão do design, assim, também auxiliam a organizar e focar todos os esforços, até para que consiga mensurar a evolução da iniciativa.

Este processo é composto pelas etapas: 

  • Briefing (Diretrizes do problema a ser resolvido e do cliente)
  • Imersão (Investigar a dor do usuário)
  • Ideação (Desenvolver possíveis soluções à necessidade identificada)
  • Validação (Testar as hipóteses criadas)
  • Refinamento (Otimizar a hipótese a partir dos feedbacks da validação)
  • Implementação (Lançar a solução para o mercado)
  • Acompanhamento (Melhorias contínuas)

É importante fazer o monitoramento sistemático e registrado da ocorrência ou não de cada uma delas, para se ter parâmetro entre resultados x engajamento x realização.

Design como diferencial

Exemplos? Netflix, Spotify, eBay, Nubank, iFood, Google. Empresas que foram um passo além do que era esperado pelo cliente.

Elas ganharam a preferência e fidelização. Porém, o ponto principal é que conseguem manter esse status, pois o processo continua sendo melhorado e não perde de vista o usuário.

Existem, ainda, inúmeros outros negócios do futuro que já dão seus indícios. Estão por aí, ressignificando a lógica de procedimentos, que antes eram tidos como padrão.

Vale reforçar que a necessidade, as dúvidas e as dores do cliente são a principal preocupação e a principal resposta das empresas.

E essas informações devem encontrar no design o meio de tradução, a fim de gerar soluções rentáveis e inovadoras para o mercado.

Algo que seja verdadeiro ao ponto de satisfazer quem faz e quem compra, uma solução que mude, para melhor, alguma circunstância. 

É preciso ter propósito e construir um negócio coerente em torno dele. Com o design bem fundamentado, não haverá dúvidas em nenhuma das partes envolvidas.

E para saber para onde tais empresas estão caminhando e também seguir essa tendência e ter um negócio sustentável, leia nosso post sobre negócios do futuro!

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