4 livros para ter ideias inovadoras

4 livros para ter ideias inovadoras

Ideias inovadoras são matéria-prima de projetos, dado o mercado competitivo com lançamentos, investimentos e startups por todos os lados.

Contudo, produtos encantadores são frutos de bons conceitos, que, por sua vez, precisam de referências que deem a base necessária.

Com tais referências é possível associar e combinar informações para criar soluções, atendendo aos requisitos de viabilidade, rentabilidade e utilidade.

A fim de  cumprir tal missão, trazemos livros para mergulhar no processo criativo e desenvolver cada vez mais ideias inovadoras!

1. Design Thinking

Design Thinking

O primeiro é o Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias, de Tim Brown.

A metodologia é apresentada como abordagem possível a todos os tipos de profissionais.

O objetivo é incentivar a criação de produtos inovadores e lucrativos para o mercado em que atuam.

Para tanto, o design é mostrado como ferramenta e não como finalidade, pois, apresenta o processo de design aplicado a diferentes áreas do conhecimento.

O principal aprendizado é trabalhar centrado no cliente-alvo, ou seja, sob os valores do design thinking:

  • Empatia (analisar o problema e a solução sob a perspectiva do usuário);
  • Colaboração (desenvolvimento integrado com a contribuição de diferentes setores) e;
  • Experimentação (a fim de validar o conceito e alternativas desenvolvidas, além de encontrar melhorias).

Com isso, o resultado vai de encontro direto aos quereres do consumidor, atendendo-o de maneira cada vez mais completa.

E para corroborar a abordagem, no livro são apresentados inúmeros cases, o que também demonstra a aplicação em diferentes contextos.

2. A estratégia do oceano azul

A estratégia do oceano azul

O segundo é A estratégia do oceano azul: como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante, de Renée Mauborgne e W. Chan Kim.

Empresas antes no oceano vermelho (disputa de preço e entregas similares) que chegaram à liderança do segmento praticando ideias inovadoras.

A partir de situações reais, os autores abordam a estratégia do oceano azul para encontrar a diferenciação.

Apresentam as ações e os números alcançados em cada uma das empresas que adotaram as premissas descritas no livro.

3. Contágio

Livro - Contágio

Existem diferentes explicações do porquê certos produtos caem no gosto do público. Ao ter ciência sobre elas é possível aplicá-las.

Jonah Berger, no livro Contágio: por que as coisas pegam?, descreve os fatores que determinam grandes sucessos.

Afinal, não existe empreendedor que não queira a melhor publicidade do mundo: a indicação espontânea dos clientes a outras pessoas!

Para tanto, são descritos seis estratégias que somem com a ponderação do usuário e o faz seguir direto para o compartilhamento ou indicação.

Estratégias associadas a sentimentos, ao perfil de cliente e, também, aos diferentes momentos, indo de utilidade até status. Conheça-os:

  • Gatilhos Mentais (associação aos contextos de compra ou de uso para, automaticamente, o consumidor lembrar de adquirir ou utilizar o produto);
  • Histórias (não há quem não se entretenha com uma boa narrativa, o que significa que ela é interessante e instigante);
  • Público (chamar a maior atenção possível, na máxima de que só é lembrado quem é visto);
  • Moeda Social (através do produto, proporcionar ao cliente a imagem a qual gosta de ser reconhecido);
  • Emoção (ninguém ignora o poder do storytelling para conquistar e engajar consumidores) e;
  • Valor Prático (novidade e informação a favor das pessoas, que seja útil).

A partir de exemplos mal e bem-sucedidos, o autor explora cases de cada um dos ingredientes de sucesso.

4. Business Model Generation

Comunicação é ponto-crítico de toda interação, podendo ser um entrave ao desenvolvimento, quando não aplicada.

Afinal, se não existe clareza e consenso na maneira de se comunicar, logo as informações ficam ilhadas.

Com isso, não há interação entre diferentes setores, o que impossibilita a criação de ideias inovadoras.

A fim de resolver essa questão, indicamos o livro Business Model Generation: inovação em modelos de negócios, de Alex Osterwalder e Yves Pigneur (que tiveram a colaboração de quase 500 pessoas em diferentes países).

Business Model Generation

Nele é descrita uma ferramenta visual, o Canvas, para desenvolver e apresentar empresas e/ou produtos.

O Canvas é subdividido em nove quadrantes inter-relacionados para demonstrar como o produto conseguirá entregar valor ao cliente e monetizar a partir disso.

Após estar completo, é possível perceber ao que o mercado tem acesso (valor) e também a como as operações acontecem no dia a dia da empresa (eficiência).

Seguindo uma lógica progressiva de preenchimento, o Canvas deve ser iniciado pela área de valor com:

  • Segmentos de Clientes;
  • Proposta de Valor;
  • Canais;
  • Relacionamento com Clientes e;
  • Fonte de Receita.

Tendo sequência na parte relacionada à eficiência, ao preencher na ferramenta os campos sobre:

  • Recursos Principais;
  • Atividades-Chaves;
  • Parcerias-principais e;
  • Estrutura de Custos.

E, assim, como existem negócios diferentes, a estratégia que adotam também não são as mesmas.

Por isso, são descritas as características de cinco variações de modelos de negócio, sendo Aberto, Grátis, Multilateral, Cauda Longa e Desagregado.

Ideias inovadoras

É impossível ter ideias inovadoras sem darmos ao nosso cérebro as condições mínimas para que ele chegue até elas.

Ler esses livros é lição de casa, pois, desenvolver um produto requer lapidar, prototipar, validar, para, então, lançar no mercado.

O principal ponto é que quanto mais cabeças (seja a de autores ou das pessoas do seu time), melhor!

Unir e combinar conhecimentos diferentes sob um mesmo objetivo é a forma mais inteligente de incentivar ideias inovadoras.

E a principal de todas as perspectivas é, sem dúvida, a do cliente. Por isso, não deixe de ler o post sobre experiência do usuário, crie produtos completos e os valide para que, quando lançados, o fidelize!

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